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VERTIGEM

EXPOSIÇÃO/EXHIBITION
2019

 

 

Com o coração nas mãos e a família às costas, num salto de fé afogado em esperança e sonhos longínquos, partem como quem foge, porque a vida é frágil e o medo impera. Olhos vendados e desejos lúcidos de um futuro visível, os pés pesados, reféns de um contexto desfigurado. O salto é sobre o abismo, como qualquer salto sem destino, abstracto, difuso, toldado na incerteza, no risco, quase procurando uma perspectiva que lhe vai sendo entregue quanto mais próximo o fim. É, neste ténue abraço, que a série procura o seu espaço, um lugar entre o físico e o imaterial, tecido de sentimentos e impulsos e destinos improváveis. A vida, a morte, o amanhã em aberto, fazem do presente certeza e do momento, estímulo, reacção. O que virá a seguir, o mergulho a fundo, a vertigem, o horizonte, ali, aqui, sob uma venda. Sob uma venda, a luz entra, a nitidez não, sobra o arrasto, mescla de gradações sedenta de significados, uma leitura fragmentada de sentidos e um lugar para a imaginação.

André Gigante


 
 


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