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EXPOSIÇÃO/EXHIBITION
19/20

 

 

Dois pontos que enunciam, não chegam a dizer, estão antes do concreto que quase se avizinha. Dois pontos alinhados em fila, como quem faz uma linha, uma linha que desenha espaços por inventar, uma linha e alguns pontos onde habita uma história. Porque três pontos são três linhas e uma forma, um espaço, mas uma linha é indefinida, tem extremos, é aberta, como dois pontos enunciam, não o dizem:
A descoberta das coisas dentro das coisas, recordando que a vida é feita de escalas e perspectivas e que existe espaço e forma para além das racionalidades que edificamos. Dentro de uma ideia, uma outra se aprofunda e reinventa, atrás de um filtro, uma textura, uma cor que se eleva revela outra sob si mesma, uma verdade nua à espera de contemplação, da descoberta do insuspeito deslumbramento que é desvincular lugares comuns das leituras das coisas, lugares comuns que já existem antes do próprio objecto em que se debruçam. Cidades de retóricas pragmáticas onde se enterram novos paradigmas e as coisas nascem rotuladas da perversa castração de férteis horizontes, onde céu e terra são dois planos sempre orientados da mesma maneira, um em cima, o outro em baixo.

André Gigante

 
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