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2019

 

 

Na terra de Lá, o homem que dava nomes às coisas, decidiu só sentir, antes de questionar ou impor, descobrir verdadeiramente quem era, assim, do duro contexto, impulsionado pelo meio e pela vontade de ser.

Como se constrói o vazio?
Sobre a vontade de olhar em profundidade, procurar leituras e interpretações, imaginar histórias a partir das cores e das formas, da intensidade dos impulsos, de divagar sobre a ausência, reinventar estímulos, transformando o concreto na flexível subjectividade da interpretação. Lá, à procura da expressão para além dos gestos fechados em formas pensadas, dos significados, dos conceitos de filósofos emprestados, transfigurados, espaço livre das rações que alimentam tendências, almejadas influências, como rios, livres no mesmo canal.

Que cheiros teriam as cores se as pudesse respirar? O gosto do vento com o calor do verão, o toque de uma luz, então. O som de um abraço por abraçar. Na memória, perdido beijo, sobre a tarde a pairar.

Num contexto de profunda desvalorização do gesto de sonhar, a série fala da importância das viagens interiores, do território da imaginação e do seu consequente distanciamento das rotinas e estilos de vida, lar das ideias que materializamos, território onde nascem e morrem as soluções mais brilhantes e se projecta o futuro. Um tempo e um lugar comum mas plural, disponível ao passar do tempo. Inscrito na abstracção de um mundo que não se vê mas há, e só se avista, do lado de Lá.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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BREVEMENTE

 

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