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EXHIBITION/EXPOSIÇÃO
16 MAR - 13 ABR 2019

 

 


O meu interesse pela pintura do André Gigante precede a pintura, tem a ver com a sua predisposição para o mergulho a fundo na autodescoberta. É isso, sobretudo, o que lhe anima o gesto, a vontade de caminhar rumo ao que não conhece, de pintar, e não fintar, o destino, sem determinismos herdados nem rupturas radicais com o passado. Pelo contrário, há nele uma consciência tranquila do que outrora lhe retirou a leveza de movimentos que hoje exprime e cultiva, tanto assim que não se lhe percebe, nos quadros desta exposição, a mínima animosidade contra esse lastro de noções e conceitos a que deixou de se sentir vinculado. É como se andasse no encalço de uma paz com os três tempos da vida, convocando todos ao papel onde ele mesmo se desenha enquanto obra, uma obra viva, aberta e tendencialmente livre. Porém, do mesmo modo que a pintura, a liberdade não me parece ser, para o André, um fim em si mesma. É, aliás, a pintura que o indicia, ao montar-se na liberdade e viajar com ela por paisagens que lhes vão aparecendo à frente. São horizontes, mais do que destinos, e todos sabemos que nenhum horizonte é o último. Por isso, quando vemos essas paisagens plasmadas no papel como retratos de viagem, podemos, e talvez devamos, lembrar-nos de que elas não foram feitas para acabar. Subjaz-lhes uma intenção de profundidade que não é mais do que maravilhamento pela indefinição da vida. Cada quadro do André equivale a uma pergunta, uma pergunta que faz primeiro a si mesmo e o acompanha ao longo da criação, para depois ser remetida a cada um de nós. Uma pergunta de reverberação ontológica, um "quem sou eu?" aplicado ao momento artístico que cada trabalho corporiza. Um "quem sou eu?" de duplo sentido, na medida em que as respostas que tenhamos para essas perguntas se projectam tanto sobre o sujeito pintado como sobre o sujeito que o observa. E é por isso que a profundidade do André traduz um convite, um convite a que aprofundemos também o nosso olhar na relação com a pintura. Se à primeira vista podemos identificar a sugestão de uma figura como um referencial de sentido, a proposta do autor é a de que transcendamos esse instinto de defesa e procuremos outras formas de ver, de ir mais longe, de nunca parar, de nunca morrer. Eu gosto de ter o André como agente de viagens, sinto nele um companheiro em perspectiva, alguém que parte sozinho mas acredita na possibilidade de me encontrar, a mim e a quem mais, amando a dúvida, voar pelos pontos de fuga que os seus quadros oferecem, lá longe no fundo sem fundo da intemporalidade.


Marcos Cruz
2019

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Na terra de Lá, o homem que dava nomes às coisas, decidiu só sentir, antes de questionar ou impor, descobrir verdadeiramente quem era, assim, do duro contexto, impulsionado pelo meio e pela vontade de ser.

Como se constrói o vazio?
Sobre a vontade de olhar em profundidade, procurar leituras e interpretações, imaginar histórias a partir das cores e das formas, da intensidade dos impulsos, de divagar sobre a ausência, reinventar estímulos, transformando o concreto na flexível subjectividade da interpretação. Lá, à procura da expressão para além dos gestos fechados em formas pensadas, dos significados, dos conceitos de filósofos emprestados, transfigurados, espaço livre das rações que alimentam tendências, almejadas influências, como rios, livres no mesmo canal.

Que cheiros teriam as cores se as pudesse respirar? O sabor do vento com o calor do verão, o toque de uma luz, então. O som de um abraço por abraçar. Na memória, perdido beijo, sobre a tarde a pairar.

Num contexto de profunda desvalorização do gesto de sonhar, a série fala da importância das viagens interiores, do território da imaginação e do seu consequente distanciamento das rotinas e estilos de vida, lar das ideias que materializamos, território onde nascem e morrem as soluções mais brilhantes e se projecta o futuro. Um tempo e um lugar comum mas plural, disponível ao passar do tempo, inscrito na abstracção de um mundo que não se vê mas há, e só se avista, do lado de Lá.



André Gigante
2018



AUDITÓRIO MUNICIPAL
16 MAR - 13 ABR 2019


 
Mapa Auditorio Municipal web.jpg
 
 

Av. 25 de Abril 103, 4420-356 Gondomar
Ter-Qui | Tue-Thu 9:30-13:00 | 14:00-18:30
Sex/Sáb | Fri/Sat 10:00-13:00 | 14:00-00:00

CURADORIA/CURATOR

Agostinho Santos

CO-PRODUÇÃO/CO-PRODUCTION

Câmara Municipal

PARCEIROS/PARTNERS

Auditório Municipal

Viarco, Porto Barros, Felisberto de Oliveira, Sogevinus Fine Wines

 
 
 
Exposicao La Andre Gigante Auditorio 3N.jpg

 

PREÇO E FORMATO | PRICE & SIZE

INCLUI MOLDURA | WITH FRAMES
Carvalho - Lacagem mate a branco | Vidro Museu
Oak - White matt lacquering | Museum Glass

24x32 - 500€ | 30x40 - 650€ | 50x70 - 1350€ | 56x76 - 1450€

Molduras BGIG desenhadas pelo autor
BGIG Frames designed by the author

 

 

LA01 | 70x50cm
SOLD

LA02 | 31x41cm
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165B Andre Gigante Pintura Painting bonjourmolotov La.jpg

LA03 | 32x24cm
SOLD

LA04 | 70x50cm
SOLD

LA05 | 32x24cm
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LA06 | 32x24cm
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LA07 | 32x24cm
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LA08 | 30x40cm
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LA09 | 76x56cm
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LA10 | 24x32cm
SOLD

LA11 | 30x40cm
SOLD

LA12 | 40x30cm
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LA13 | 30x40cm
SOLD

LA14 | 31x41cm
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LA15 | 30x40cm
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LA16 | 70x50cm
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LA17 | 56x76cm
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LA18 | 76x56cm
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LA19 | 70x50cm
SOLD

LA20 | 76x56cm
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LA21 | 56x76cm
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LA22 | 24x32cm
SOLD

LA23 | 70x50cm
SOLD

LA24 | 24x32cm
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LA25 | 76x56cm
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LA26 | 30x40cm
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LA27 | 70x50cm
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LA28 | 30x40cm
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LA29 | 32x24cm
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LA30 | 76x56cm
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LA31 | 76x56cm
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LA32 | 30x40cm
SOLD

LA33 | 56x76cm
SOLD

LA34 | 30x40cm
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LA35 | 76x56cm
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LA36 | 76x56cm
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LA37 | 24x32cm
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LA38 | 56x76cm
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LA39 | 24x32cm
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LA40 | 76x56cm
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LA41 | 76x56cm
-

LA42 | 30x40cm
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LA43 | 56x76cm
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LA44 | 24x32cm
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LA45 | 70x50cm
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LA46 | 70x50cm
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LA47 | 70x50cm
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LA48 | 24x32cm
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LA49 | 40x50cm
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LA50 | 32x24cm
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LA51 | 32x24cm
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LA52 | 40x30cm
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LA53 | 76x56cm
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LA54 | 32x24cm
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LA55 | 76x56cm
SOLD

LA56 | 70x50cm
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LA57 | 56x76cm
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LA58 | 32x24cm
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LA59 | 76x56cm
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LA60 | 70x50cm
SOLD

LA61 | 76x56cm
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LA62 | 32x24cm
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LA63 | 56x76cm
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LA64 | 32x24cm
SOLD

LA65 | 56x76cm
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LA66 | 30x40cm
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LA67 | 32x24cm
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LA68 | 30x40cm
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LA69 | 76x56cm
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LA70 | 30x40cm
SOLD


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